Vamos aprender um pouco mais sobre o Processo de cicatrização?

Aqui na EDDUC você aprende de tudo, a parte teórica de forma detalhada e atualizada, a parte prática dos atendimentos com técnicas manuais e eletroterapia avançada e as dicas para se tornar um profissional de sucesso.

Eu trouxe hoje um artigo de Ana Lúcia Nalin para que aprofundem seus conhecimentos sobre o processo de cicatrização.

A capacidade regenerativa tissular é uma resposta ordenada das reações celulares e moleculares, que interagem para a reconstrução dos tecidos. (Balbino,2005). A cicatrização é o restabelecimento de integridade de um tecido lesado e consiste em uma perfeita e coordenada cascata de eventos celulares e moleculares que interagem para que ocorra a repavimentação e a reconstituição do tecido. Tal evento é um processo dinâmico que envolve fenômenos bioquímicos e fisiológicos que se comportam de forma harmoniosa a fim de garantir a restauração tissular.

Os eventos celulares e bioquímicos no reparo das feridas podem ser divididos didaticamente em 5 fases: (Fazio, 2000)

fase de coagulação1) Coagulação: início imediato após lesão, onde ocorre atividade plaquetária como forma de evitar demasiada perda sanguínea, com o tamponamento dos vasos seccionados, sem valor mecânico. (Nurden, 2008) O coágulo formado estabelece uma barreira impermeabilizante que protege da contaminação. Este, além de limitar a perpetuação da perda de constituintes circulatórios para o interstício, fornece matriz preliminar, que facilitará a migração das células responsáveis pelo desencadeamento do processo de reparo, facilitando as trocas. (Balbino, 2005, Vendramin F.S.;2006)

2) Inflamação: é a resposta imediata a uma lesão. A fase aguda ou inicial da inflamação se prolonga por 24 a 48 horas e é seguida por uma fase subaguda ou tardia, que se prolonga por mais 10 a 14 horas. A finalidade fundamental da fase inflamatória é livrar a área de tecido morto e secreções provocadas pela lesão tecidual, no qual diversos mediadores químicos são liberados tão logo ocorre à destruição de células na ferida. A presença de mediadores químicos no local da inflamação é transitória, sendo os mais importantes a histamina, a serotonina, a bradicinina e as prostaglandinas. Um dos principais objetivos da liberação desses mediadores é a estimulação da migração de células inflamatórias (como monócitos e neutrófilos).
fase inflamatóriaOs leucócitos chegam ao momento da injúria tissular e ficam por período que varia de 3 a 5 dias (Mandelbaum,2003); além da função de fagocitose de bactérias, fragmentos celulares e corpos estranhos, essas células inflamatórias produzem fatores de crescimento, que preparam a lesão para a fase proliferativa, quando fibroblastos e células endoteliais também serão recrutados. Ocorre do momento da lesão até o 4º e 5º dia. Segundo Witte & Barbul, 1997, é caracterizada pelo aumento da permeabilidade vascular, quimiotaxia de células da circulação, liberação de citocinas e fatores de crescimento, e ativação das células de migração. (WITTE & BARBUL, 1997)
Os neutrófilos e os monócitos são as primeiras células a chegarem ao local da lesão. A função principal dos neutrófilos neste processo é de eliminação de possíveis microorganismos pela fagocitose. Uma vez que estas células são as mais abundantes no sangue, um número significativo deles é passivamente coletado pelo trombo provisório durante o rompimento dos vasos, como vimos no processo inicial de coagulação. Após este extravasamento passivo, os neutrófilos migram para a superfície da ferida para formar uma barreira contra a invasão de microorganismos e promover o recrutamento ativo de mais neutrófilos a partir dos vasos mais próximos não lesados. Ao final de um dia após a lesão eles constituirão 50% das células migradas ao local.
Os monócitos, que se infiltram mais tardiamente, diferenciam-se em macrófagos, que são essenciais no processo de cicatrização tissular, fagocitando microorganismos patogênicos e os restos teciduais e celulares, inclusive os neutrófilos, e liberando colagenases e proteoglicanos, que são enzimas degradantes que destroem o material necrosado, orientam a formação do tecido de granulação e atraem para a área os fibroblastos que depositam o novo colágeno. Nas primeiras 24 horas após a lesão, há um grande afluxo de neutrófilos para a ferida, seguindo-se de um aporte maior de macrófagos durante os dois a três dias seguintes.

fase de proliferação3) Proliferação: é a fase responsável pelo fechamento da lesão propriamente dita. Com a presença local de macrófagos derivados de monócitos e a produção e liberação dos mediadores químicos produzidos por eles, a migração e ativação de fibroblastos é intensificada e inicia-se por volta do terceiro dia a fase proliferativa, que persiste por duas a três semanas, e se constitui no início da formação do tecido de granulação. Durante esta fase ocorre fibroplasia, angiogênese e contração da ferida. A fibroplasia ocorre quando a matriz extracelular começa a ser substituída por um tecido conjuntivo mais forte e mais elástico é um termo que envolve o processo em que os fibroblastos produzem e organizam os principais componentes extracelulares do tecido de granulação.
Assim que chegam à ferida, os fibroblastos passam a sintetizar ácido hialurônico, fibronectina e colágenos do tipo I e III, que formam a matriz extracelular inicial. A angiogênese que ocorre nesta fase é uma proliferação vascular surpreendente que se inicia 48 a 72 horas após a lesão e duram vários dias.

4) Contração da ferida: a contração da ferida, que se deve ao movimento centrípeto do tecido preexistente, consiste no processo que reduz as dimensões de uma ferida e tem início logo após a lesão, passando por um pico que ocorre após duas semanas. A redução do tamanho da ferida é mediada principalmente por miofibroblastos. Este processo resulta em cicatrização mais rápida e se a contração for impedida, resultarão cicatrizes grandes e disformes. Ao final desta etapa, o leito da ferida está totalmente preenchido pelo tecido de granulação, a circulação é restabelecida pela neovascularização e a rede linfática está passando por regeneração. Lentamente o tecido de granulação é enriquecido com mais fibras colágenas, o que começa a dar à região lesada a aparência de cicatriz devido ao acúmulo de massa fibrosa.

5) Remodelamento: A característica mais importante desta fase é a deposição de colágeno de maneira organizada, por isso é a mais importante clinicamente. O colágeno produzido inicialmente é mais fino do que o colágeno presente na pele normal, e tem orientação paralela à pele. Com o tempo, o colágeno inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido e um colágeno mais espesso é produzido e organizado ao longo das linhas de tensão. Estas mudanças se refletem em aumento da força tênsil da ferida. A reorganização da nova matriz é um processo importante da cicatrização. Fibroblastos e leucócitos secretam colagenases que promovem a lise da matriz antiga.
remodelamentoA cicatrização tem sucesso quando há equilíbrio entre a síntese da nova matriz e a lise da matriz antiga, havendo sucesso quando a deposição é maior. Mesmo após um ano a ferida apresentará um colágeno menos organizado do que o da pele sã, e a força tênsil jamais retornará a 100%, atingindo em torno de 80% após três meses. (Campos, 2007)

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Você sabe a diferença entre os tipos de gorduras?

Nós da EDDUC estamos sempre preocupadas em aprender mais para levar conhecimento para nossas alunas.

Vamos falar hoje sobre o óleo de coco, o óleo de canola, o óleo de soja, o óleo de linhaça e o Azeite de oliva extra virgem… você sabe a diferença entre eles??

óleo de cocoO óleo de coco é rico em gorduras saturadas, principalmente TCM (triglicerídeos de cadeia média), os quais são rapidamente metabolizados no fígado, além de não participarem na síntese de colesterol. Este óleo também possui alta estabilidade ao calor, sendo a melhor opção para utilizar na hora de untar e refogar outros alimentos.

óleo de canolaVamos agora conhecer o óleo de canola:  canola é a sigla para “CANadian Oil Low Acid” (Óleo Canadense de Baixo Ácido), o qual é obtido por meio da mistura de várias espécies de plantas modificadas geneticamente. Possui o ácido erúcico, o qual tem grande relação com doenças no coração. Seu único ponto positivo em relação aos outros óleos é a maior quantidade de ômega-3.

óleo de soja
O óleo de soja quando aquecido, forma compostos tóxicos ao organismo. Possui grande quantidade de ácidos-graxos Omega-6, o qual quando em excesso resulta em inflamação crônica, que é um fator de risco para muitas doenças.

 

óleo de linhaça

O óleo de linhaça é fonte de ômega-3 (ácido alfalinolênico), contribui na prevenção do desenvolvimento da resistência à insulina e possui efeitos benéficos na saúde cardiovascular e cognitiva.

óleo de olivaO azeite de oliva extravirgem é rico em ácido oleico (ômega-9), sendo associado com melhora no sistema cardiovascular, bem como possui ação anticancerígena, anti-inflamatória, além de atenuar o Mal de Alzheimer. Na hora da compra, atente-se a algumas características essenciais: escolha uma marca que seja de azeite extravirgem, que tenha a embalagem de vidro escura, prensado à frio e com acidez máxima de 0,5%.
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